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Entenda o que levou o Sport a investiu em Coutinho


Até anunciar o nome de Gustavo Coutinho, o Sport trabalhou intensamente numa negociação que surgiu ainda no ano passado, esfriou por conta de uma proposta do exterior para o jogador, mas voltou com tudo nos primeiros dias de 2024.

 


Gustavo Coutinho vestindo a camisa do Sport — Foto: Sport / Divulgação


Aos 24 anos, Gustavo Coutinho chega na Ilha do Retiro como principal investimento do Sport na temporada, tanto no campo esportivo quanto no financeiro. O valor total da negociação, com todos os gatilhos cumpridos, pode chegar a R$ 7 milhões e é a segunda maior já firmada entre clubes nordestinos na história.


 

Não à toa, o Sport fechou um contrato de quatro anos com o atacante e multa rescisória (não revelada) de valor considerável.

 

“Gustavo sempre esteve na nossa pauta. É um jogador de muito potencial, com um enorme mercado. Como houve o investimento, o tempo do contrato foi mais longo, naturalmente”, justifica Raphael Campos, membro do comitê gestor de futebol do Sport.

 

 Está tudo bem amarrado, inclusive com garantias de multa. Em todos os casos de jogadores que investimos até agora, pensamos que eles podem nos dar tanto retorno econômico, quanto esportivo - completa o dirigente.

 


A história completa

Gustavo Coutinho esteve no Sport em 2022 por empréstimo e era desejo do clube, ao final da temporada, renovar com o jogador. Apesar da procura, o atacante queria ter mais minutos em campo e temia que, com Vagner Love no elenco, não tivesse tantas oportunidades. Sendo assim, não levou à frente a negociação e fechou com o Atlético-GO.

 




As melhores impressões, porém, já haviam sido deixadas. E foi em parte pelo que Coutinho mostrou em 2022, somado ao crescimento dele em 2023, finalizando a temporada como artilheiro da Série B - inclusive deixando Love para trás -, que o Sport voltou a ir atrás do atacante. 

Aqui, um detalhe importante da negociação.


O presidente Yuri Romão teve participação decisiva, ao atuar diretamente com Marcelo Paz, ex-presidente e atual CEO da SAF do Fortaleza, com quem tem estreita relação. Foi o segundo negócio entre os clubes nesta temporada. Antes, já haviam acertado a venda de 50% dos direitos econômicos do também atacante Romarinho, por R$ 2,5 milhões.


 

Havia, no entanto, naquele momento, uma proposta do futebol russo com a qual o Sport não poderia competir. O negócio esfriou. Até que houve a desistência do clube por conta da conta de estrangeiros no elenco. E então o Leão voltou ao páreo forte. 

- Foi muito uma questão de oportunidade de mercado. No início parecia distante, por conta de uma negociação do exterior, mas quando não aconteceu fomos para cima - conta Raphael Campos.

 

Embora o negócio total tenha sido fechado em R$ 7 milhões por 70% dos direitos econômicos de Coutinho, agora em 2024, o Sport só vai desembolsar 50% do pagamento.

 

Além disso, no valor divulgado pelo Fortaleza estão inclusos todos os gatilhos previstos em contrato, ou seja, os R$ 7 milhões são no cenário em que o jogador atingir todas as metas, como o acesso à Série A. Essa segunda parte só é devida em 2025.



Gustavo Coutinho em ação pelo Sport em 2022 — Foto: Rafael Vieira/AGIF

 

Assim como os outros jogadores pelos quais o Sport pagou pela liberação, Coutinho é tratado como um ativo financeiro do clube, ou seja, algo que possa render no futuro. 

 

- A construção de ativos financeiros foi algo que ficamos para trás há alguns anos, mas que estamos retomando. Precisamos criar ativos com critério para ter retorno financeiro - reforçou Raphael Campos.

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