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Nove das 10 principais federações do País apresentam superávit em balanços

Apenas a Federação Gaúcha apresentou déficit, de pouco mais de R$ 3 milhões; São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco são os estados com as federações de maiores superávit em 2023


Assim como os clubes, as federações de futebol do Brasil são obrigadas, de acordo com a Lei Pelé, a publicar seus balanços financeiros anuais até o dia 30 de abril. Diante disso, o ge analisou os balanços das 10 principais federações, de acordo com o ranking da CBF, e verificou que nove apresentaram superávit em 2023. A única a registrar déficit foi a Gaúcha, de pouco mais de R$ 3 milhões.


Das nove federações que apontaram superávit, sete apresentaram números maiores do que em 2022, com destaque para a Federação de Futebol do Rio de Janeiro, que saiu de um déficit de R$ 1,027 milhão para um superávit de R$ 10,420 milhões no ano passado, sendo a segunda mais lucrativa, atrás apenas da Federação Paulista, que registrou superávit de 17,597 milhões em 2023.


Em comparação com 2022, o crescimento nos números da FPF foi de mais de R$ 10 milhões, uma vez que o balanço do ano anterior apontava saldo positivo de R$ 7,420 milhões.


No ranking dos maiores superávits, a Federação Pernambucana aparece em terceiro lugar, com R$ 6.023.627. No ranking de federações da CBF, porém, a entidade aparece apenas na 10ª posição. O estado não possui um representante na Série A do Campeonato Brasileiro desde 2021.


O Sport está pelo terceiro ano seguido na Série B, recorde negativo do clube na era dos pontos corridos, enquanto o Náutico figura pela segunda temporada na Série C e o Santa Cruz, pela primeira vez em sua história não teve competições nacionais a disputar e entrou em campo pela última vez no dia 16 de março, pela semifinal do Estadual. Retrô e Petrolina são os times pernambucanos na Série D.


Questionado pelo ge, o presidente da Federação Pernambucana, Evandro Carvalho, disse que a entidade não possui R$ 6 milhões em caixa e afirmou que os números apresentados são apenas "ordenamento contábil". E foi além, disse que na verdade o que a FPF tem é prejuízo.


"Como posso ter tido lucro se a Federação emprestou mais de R$ 19 milhões aos clubes? Eu me mantenho com o que a CBF manda", disse Evandro.

De fato, o balanço da Federação Pernambucana aponta R$ 19.234.019 como "crédito de clubes filiados", referentes a "adiantamentos concedidos a clubes filiados da Federação. Esses valores não possuem prazos de vencimentos definidos."


"Pago arbitragem, registro de jogador, transferência...qual o lucro que eu tenho? Esse número (R$ 6.023.627) é apenas um lançamento contábil. É dinheiro na nuvem, não é criptomoeda", comparou.

Já a CBF registrou superávit de R$ 238 milhões em 2023, o que representou 66% a mais que o registrado em 2022, quando a entidade obteve R$ 143 milhões.


Ranking financeiro das federações


CBF: Superavit de R$ 238.411.000 (R$ 94,924 milhões a mais que em 2022)


Federação Paulista - Superavit de R$ 17.597.000 (R$ 10,177 milhões a mais que em 2022)


Federação Carioca - Superavit de R$ 10.420.000 (em 2022 teve déficit de R$ 1,027 milhões)


Federação Pernambucana - Superavit de R$ 6.023.627 (R$ 186.910 a mais que em 2022)


Federação Mineira - Superavit de R$ 2.877.266 (R$ 3.290.647 a menos que em 2022)


Federação Catarinense- Superavit de R$ 2.734.237,25 (R$ 1.321.136,22 a mais que em 2022)


Federação Paranaense - Superavit de R$ 1.704.284 (R$ 472.107 a mais que em 2022)


Federação Baiana - Superavit de R$ 1.677.203 (R$ 1.186.935 a mais que em 2022)


Federação Goiana - Superavit de R$ 589.156,14 (R$ 471.512,03 a mais que em 2022)


Federação Cearense - Superavit de R$ 134.913,27 (R$ 104.767,35 a menos que em 2022)


Federação Gaúcha - Déficit R$ 3.095.004 (R$ 2.821.386 maior que o déficit de 2022)

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